Depois de muito, muito tempo olha aqui um novo post totalmente pessoal. Aff! Lembro que esse post está loooongo e quem está namorando, noivo ou casado feliz da vida, pule esse post. Vá ler ou fazer outra coisa.
“Passeando” pela internet (coisa melhor do que ver TV hoje em dia) bati de frente com uma matéria, já antiga, mas altamente presente em meus pensamentos. O “cara” se chama Flávio Gikovate, psiquiatra que contribuiu profundamente com a revista Veja em matéria “Não precisa casar. Sozinho é melhor” :D Vejamos algumas informações do doutor:
Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado.
Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor… com Final Feliz.
Por falar em livro, preciso devolver o Purgatório de Mario Prata, isso é uma vergonha! Meu amigo Chicó empresta e eu fico nessa de ler, ler e nada. Terça-feira eu devolvo, palavra!
Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes.
Como vocês podem ver o doutor tem bastante bagagem para expor suas conclusões sobre o assunto. Vamos explorar um pouco das suas idéias e tirar nossas próprias conclusões da entrevista abaixo:
Veja – O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate – Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.
Veja – Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate – Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele “vazio no estômago” por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que “é impossível ser feliz sozinho”. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Veja – Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate – Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.
[continua]…
Bem… Minha conclusão é a continuação do titulo desse post. Sozinho não é a solução. É a necessidade de realmente acreditar que exista uma pessoa que te entenda aceitando suas opiniões. Enquanto isso não ocorre, a melhor situação é a necessidade de se ficar sozinho. Ciúme demasiado, confiança mínima, mente fechada e outras “bestialidades” (esse termo só me faz lembrar das tags de Mororó, nada pessoal :D) acabam com a idéia de qualquer boa intenção em se juntar com uma pessoa querida.
A entrevista (e o post) foram longos. Esses são somente alguns fragmentos que gostei de colocar aqui para um leitura “rápida” :D Para quem gostou e quiser continuar lendo, acesse o blog Íntegras, o link vai direto no post com a entrevista completa. E para quem ainda ficou curioso acesse o site do doutor Flávio Gikovate em www.flaviogikovate.com.br.