Posted on jan 23, 2012

Amaro Bernardo da Silva, Seu Lucas

Hoje, devido ao excesso de marginalidade e crueldade instaladas em nosso dia-a-dia, perdemos uma pessoa do bem que realizava seu honesto trabalho de taxista há mais de 30 anos junto com seu inestimável Fusca laranja KFJ-6216 pelas ruas do Recife.

Rayana Barros
Guga Matos/JC Imagem/Dezembro de 2011

Amaro Bernardo da Silva, 59 anos, mais conhecido por Seu Lucas, em recente reportagem [1]-[2] já informara que iria aposentar o Fusca decorrente ao não cadastramento na Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), que determina que a frota na cidade do Recife seja composta por automóveis fabricados após 2005.

Alguns vídeos com Seu Lucas: [JC] O táxi fusquinha, [TV Jornal] Único fusca táxi do Recife terá que sair de circulação, Fusca Táxi – O último em Recife

Buzinas e acenos não faltaram de minha parte, mas infelizmente não tive a chance de conhecê-lo. Aqui compartilho minha admiração e respeito ao Seu Lucas.

Posted on out 7, 2011

8º Encontro Pernambucano de Veículos Antigos

[#atualizado]

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O 8º Encontro Pernambucano de Veículos Antigos foi um sucesso! A viagem, o evento, a companhia, as fotos e o almoço (porra! o almoço foi muito bom). Ponto positivo para Fábio Queiroz que indicou um ótimo restaurante na cidade de Vitória. Ano que vem vou querer almoçar no mesmo local! Aos que compareceram no encontro espero que tenham gostado e aos que não puderam comparecer espero vê-los no próximo ano.

As fotos podem ser conferidas no Flickr:
link #1: Flickr Rautemberg (@rautemberg)
link #2: Flickr de Francisco (@chicoh1981)

Abraços!

Mais de 200 carros antigos se encontram em Gravatá de 21 a 23 de outubro no Hotel Portal onde acontece o 8º Encontro Pernambucano de Veículos Antigos. O evento é o terceiro maior encontro de antigomobilismo, perdendo apenas para Águas de Lindóia e Minas Gerais.

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Em Gravatá são esperados mais de 3 mil amantes das máquinas antigas e os visitantes terão a oportunidade de ver raridades inglesas, alemãs, americanas, francesas e nacionais das décadas de 30, 40, 50, 60 e 70. No fim do evento haverá premiação para diferentes categorias. Raridade, originalidade e estado de conservação dos veículos são alguns dos itens observados durante o julgamento.

O encontro é organizado pelo Clube do Automóvel Antigo de Pernambuco e de acordo com Paulo Bompastor, presidente do clube, os interessados em participar do encontro podem se inscrever na hora do evento. A taxa de inscrição custa R$ 80, independente da quantidade de veículos expostos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail diretoriacaape@gmail.com e pelo telefone (81) 3533-0288. O Hotel Portal de Gravatá fica na entrada da cidade, sentido Caruaru-Recife.

Fonte: www.jornalextra.com.br

Posted on out 6, 2011

Fuscão

O carismático sedan como era chamado já estava consolidado no mercado, tinha seus seguidores fieis mais ainda faltava alguma coisa. Na Alemanha seu país de origem o Fusca já era oferecido em acabamentos mais luxuosos e com motor 1500 que seria substituído nesse mesmo ano.

Até que em julho de 1970 surge o que é considerado por muitos o melhor Fusca nacional de todos os tempos! O VW 1500, vulgo Fuscão, que na verdade era um Fusca bem melhorado e com certo requinte de fábrica.

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O motor de 1493cm³ e 52 cv (SAE*) já existia por aqui desde 1967 quando foi colocado na Kombi e no Karmann ghia, sendo oriundo da Alemanha onde era feito desde 1962 e equipava diversos carros da linha vw, porem um detalhe fora deixado de lado: no resto do mundo era vendido com um carburador de duplo estágio, e no Brasil um simples igual o usado nos motores 1300.

A transmissão mais longa, as rodas e calotas, os freios a disco (opcionais) e suspensão dianteira vieram do trio 1600/ Variant/ tl (nessa ordem) lançados aqui recentemente, havia uma barra compensadora no eixo traseiro que também passou a ser mais largo, que foi onde melhorou a estabilidade em alta velocidade.

O interior era semelhante ao desses outros Vws com o acabamento plástico imitando jacarandá no painel e o volante era o mesmo desde o inicio dos anos 60 só que agora era preto, instrumentos básicos de sempre. E os forros de porta e laterais traseiras com tiras do mesmo jacarandá, contando com o padrão de tecido, cores, e formato dos bancos com os gomos que também por pedido poderiam vir em 4 cores: preto, marrom claro, marrom café e branco, que eram combinados com a ampla opção de cor da carroceria: amarelo manga, azul diamante, azul pavão, branco lótus, bege claro, cinza lobo, laranja vitória, verde folha e vermelho cereja. Sendo o laranja e o amarelo estes inéditos em um Fusca no Brasil.

Foi um sucesso imediato, tanto que no primeiro mês foram produzidos mais de 4mil unidades. Possuía um melhor desempenho geral mais não muito longe dos 1300 e seu preço era pouco maior que o irmão despojado velocidade final ficava em 130/140km/h enquanto o 1300 em 120km/h.

Estreava a nova estética do Fusca com os pára-choques que seguiam o padrão alemão e eram de uma lamina só sem os arcos e picaretas (que seriam re-inventados e vendidos como acessórios nas concessionárias e lojas de peças leia mais sobre os acessórios a seguir), os pára-lamas continuavam os mesmos do ano anterior porem as grades da buzina sumiam para sempre e agora eram os suportes dos pára-choques que saiam deles, as lanternas dianteiras ganhariam um aumento na lente e as traseiras também cresceram. Eram tricolores, abrigavam farol/luz de freio, ré e pisca. Os dois capôs tiveram seu tamanho reduzido e o traseiro possuía 10 aletas de refrigeração, vidros móveis e ar quente que há muito acompanhavam o besouro eram de série.

Mudanças viriam, porem só em 1972 traria algo novo e era apenas a luz do teto que foi reposicionada a chave de seta perdia o botão de farol alto e vinha em ferro coberto por plástico da marca SWF e surgiram novas cores: verde guarujá, verde iguaçu, amarelo caju, vermelho montana, azul nápoles, laranja monza e para alguns clientes o preto. No ano de 1972 repetiu o sucesso e vendeu muito mais que o 1300.

Em 1973 o Fuscão recebia as primeiras mudanças. Os pára-lamas mudavam (seriam em fim equiparados ao modelo alemão de 1968) com o farol em um ângulo de 90º, a tampa traseira recebia 28 aletas de refrigeração, o ar quente vira opcional, o padrão de tecido dos bancos mudava e ficava pouco mais rugoso, tinham novas opções de cores sendo: preto, creme, vermelho marrom e branco, assim combinando mais com as novas cores externas, que agora eram: azul arara, azul niagara, amarelo safári, amarelo caju, amarelo taxas, branco lótus, ocre marajó, verde hippie, vermelho montana e o preto, mudou também o distribuidor que agora era de vácuo centrífugo. Foi nesse ano que surgiu o 1500 básico ou série bravo, que consistia em um 1300 com mecânica e tampa traseira de 1500, durando apenas alguns meses.

Em 1974 apareceriam as alterações externas e internas do Fusca 1302 alemão de 1971: capo dianteiro com abertura para ventilação interna, aletas laterais atrás dos vidros mais conhecidos como orelhas, e as janelas móveis que deixavam de ser oferecidas até mesmo como opcional, somente o ar quente e os freios a disco, e opção de cor interna estavam na lista. Suas cores eram: azul caiçara azul safira, bege alabastro, marrom caravela, ocre marajó, verde marítimo, verde místico, verde hippie e vermelho rubi.

Mudavam também o padrão de estofamento que deixava os gomos e adotava um tecido com traços transversais e linhas coloridas nas cores: branco, creme, bege, vermelho e preto, desaparecia o acabamento de jacarandá, virando apenas uma capa de plástico preto. Encobrindo o painel, o volante perdia o seu aro cromado e ganhava um formato que alguns chamam de bumerangue.

Já não era mais o mesmo Fuscão que nos anos anteriores era desejado por 90% dos jovens e classe média. Perdia o status de carro da classe média, pois agora existiam opções que iam de Chevette, Dodge 1800, o Brasília ao Passat. Foi nesse ano que a Volkswagen lançou o 1600S que era um Fuscão esportivo com motor 1600 e que ganhará uma história própria.

No ano de 1975 apenas mudavam as cores da carroceria incluindiam, laranja outono. Vermelho nobre, azul danúbio e amarelo imperial. Mais algo de ruim estava por vir. Sua aposentadoria em abril de 1975 após 419433 unidades o Fuscão deixava saudades e virava VW 1600.

Foi o carro da família, frotistas, governo, polícia disfarçada ou não, desbravadores que viajaram o país, América do Sul e chegando inclusive a Atlanta em 1996 para as olimpíadas. E não poderíamos deixar de descrever os apaixonados por emoções fortes que viram no Fuscão seu primeiro CARRÃO.

Hoje pessoas passam por ele na rua e elogiam, falam que os melhores anos de sua vida foram num carro semelhante a esse, aprenderam a dirigir ou fizeram acrobacias. Uma infinidade de coisas. Mais a percepção do orgulho que as pessoas tem está ali, em alguns chegam a cair lágrimas. É uma sensação indescritível.

Especial: Quem gostava de andar forte viu o Fuscão com outros olhos! Estava ali o primeiro Fusca apimentado de fábrica, pronto pra deixar pra traz “quase” a totalidade de Fuscas e outros até bem maiores que andavam nas ruas e estradas, nos pequenos ele só perdia para os extintos DKW (que merecem nosso respeito) e em velocidade final para alguns Corcéis, eram muito apreciados pelos filhos adolescentes e suas namoradinhas, jovens e quem não queria ficar para traz nas subidas. Quanto ao “quase” existiam alguns 1200 mexidos que andavam muito e andavam na frente do Fuscão, mais perdiam em um detalhe: durabilidade era ilusão e quebravam do nada.

Os acessórios: A lista era enorme e poderiam vir dos outros Fuscas que foram vendidos ou trocados. O volante WALROD ou de madeira (este combinando com o painel), rodas de tala larga ou com buracos diferentes e também surgiam das de liga, rádios AM, toca fitas de cartucho (coqueluche), toca discos compacto, dentadura de baiano (agora também para a tampa traseira), vidros bolha, Ray-Ban e também os escurecidos (estes muito raros hoje em dia devido a sua proibição nos anos 80).

Conjuntos mecânicos comprados na Puma que iam de relação de transmissão, carburadores duplos a motores 2.0 inteiros. Arcos de pára-choque para os órfãos do Fusquinha antigo ou quem queria um charme a mais no seu besouro, batentes para proteção, para barros, saboneteiras de portas, polainas e protetores internos de pára-lamas, lentes de faróis amarelas, faróis de neblina e longo alcance, brucutus cromados, bancos concha, interiores personalizados, conta giros, manômetros e peças de Porsche que assim equipados viravam verdadeiros Hots.

Os admirados: Certos anos com combinação de cores especificas são a paixão dos admiradores. Nada como aquele vermelho montana 1973 com interior creme ou o bege claro com interior marrom café, o azul pavão com branco, o verde marítimo com creme. Sendo originais na essência são carros que representam bem o Fuscão em qualquer evento nacional ou internacional.

Teste Quatro Rodas janeiro de 1973

  • Aceleração 0 a 100 km/h 26,1 s
  • Velocidade máxima 128,57 km/h
  • Frenagem 80 km/h a 0: 29,1 metros
  • Consumo 7,1 km/l (cidade) 9,8 km/l (estrada)

Preço ± dezembro 1972
CR$ 16 927,00

Atual
R$ 38 675,00

Ficha técnica VW 1500

  • Motor: traseiro, 4 cilindros contrapostos, 1 493 cm3, refrigerado a ar, carburador de corpo único Solex H 30 PIC
  • Diâmetro x curso: 83 x 69 mm
  • Taxa de compressão: 6,8:1
  • Potência (SAE): 52 cv a 4 600 rpm
  • Torque máximo (SAE): 10,3 mkgf a 2 600 rpm
  • Câmbio: 4 marchas Carroceria: sedã, 2 portas, 5 lugares
  • Dimensões: comprimento, 402 cm; largura, 154 cm; altura, 150 cm; entreeixos, 240 cm; altura livre do solo, 15,2 cm Peso: 820 kg
  • Suspensão: Dianteira: independente com barras de torção transversais em feixe, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira: independente, semi-eixos oscilantes, barras de torção, amortecedores hidráulicos
  • Freios: tambor nas 4 rodas (disco dianteiro opcional)
  • Direção: setor e rosca sem-fim
  • Rodas e pneus: aço estampado, aro de 15 polegadas e tala de 4,5, pneus 5,6×15



Fonte: http://www.piritubafuscaclub.com.br/tudo-sobre-o-fusca/originalidade/o-fuscao.html

Posted on set 20, 2011

Ficou quase bom… Vou treinar mais vezes

Rayana BarrosRayana Barros
Hornbecker Lens
Ina’s 1969 Film

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